
O orkut mostra centenas de conhecidos, mas no final de semana você morreu de tédio na sua casa sem que ninguém te chamasse pra sair. A menina de 12 anos foi vítima de um pedófilo que conheceu na Internet, mas os pais não desconfiavam de nada. O outro mandou trocentos convites por email para a comemoração do seu aniversário numa balada, mas acabou sozinho na tal balada (e a lista de nomes que ele levou está lá na entrada da balada cheia de nomes, mas ninguém veio).
Estamos totalmente conectados ao mundo pela web, vemos notícias em tempo real, acontecimentos globais, oscilações na economia, o novo astro gay, roubamos filmes, músicas, livros e um monte de direitos autorais como tarefa cotidiana, falamos com várias pessoas em várias línguas e todo brasileiro se vira bem com o inglês, mas nunca estivemos tão sozinhos.
A solidão nos persegue porque aprendemos a ignorar o real e nos dedicar à perfeição das relações virtuais. Ou vai me dizer que você tem por hábito puxar assunto com estranhos no ônibus, ou numa fila, ou que você realmente conversa com seus vizinhos, com seus parentes... Mas com certeza você se preocupa com seus profiles espalhados pela rede, com o teor das fotos que você carrega pros seus álbuns virtuais e com as atualizações daquele Blog que ce tá acompanhando.
Contudo, não podemos nos culpar tanto, temos que convir que é muito mais legal ser uma coletânea das nossas melhores fotos do que ser nossa cara de manhã bem cedo, ou que é mais popular exibir os 500 amigos no orkut do que os mesmos 2 ou 3 que sempre estão por perto e, sem dúvida, as dezenas de flirts e visitas de desconhecidos ao seu perfil alimentam mais o ego do que as raras cantadas e flertes da vida real.
Portanto somos a vanguarda da safra de relacionamentos do futuro, twittamos, logamos e blogamos como se fossem mesmo verbos em português e estamos muito bem assim... Só que continuamos sozinhos.

Agora dá licença que eu tenho que mandar scraps pros meus amigos no orkut, pra avisar que tô atualizando meus posts no blog e pedir que eles comentem e me add nos seus profiles da web.

Não tenho nada a contestar.
ResponderExcluirConcordo plenamente HAHAHA XD
Somos jovens que sofremos síndromes do pânico, neuras e medos de coisas que antigamente não existiam. Coisas que antes eram simples de se resolver...
Alguns até preferem se isolarem nesse mundo inventado e esquecem da realidade. Muitos vivem com transtornos de saúde mental mesmo! Vi um documentário de um cara que não conseguiu ficar casado com uma mulher de verdade, casou com um personagem de anime e só ficava na internet. Isso pra mim é loucura. Tirando o vício em games...
Espero não ir por esse caminho! HAHAHA
Nada melhor como uma conversa cara a cara, relacionamentos pessoais mesmo. Não dispensarei nunca o carinho, o olhar, e sentimentos distintos que caractéries nunca irão descrever!
Eu lembro da minha infância, quando a gente brincava na rua até altas horas, hoje em dia é a era dos video games de ulttima geração, até os bichos de estimação são virtuais, minha filha de 8 anos sabe mexer na net melhor do que eu, e ela não tem nenhum amiguinho num lugar em que ela mora desde que nasceu. Realmente é um absurdo. Eu que sou das antigas (nem tanto assim ), mas eu ainda prefiro brincar na rua!
ResponderExcluirCom certeza ja se foi aquele tempo,as tradições culturais a cada dia perde sua força, as brincadeiras de rua ja não se ve nas ruas, nos bairros.Eu sou das antiga jogava bola no asfalto,rodava pião, bolinhas de gude, carrinho de rolimã,skat, bicicleta, policia e ladrão, econde-esconde, capoeira, soltar balão, pipa...enfin entre outras...potz eu era feliz viu.E hoje as ruas estão vazias não se ve nem se ouve mais aquela gritaria da molecada na rua, é só internet e sites de relacionamentos a mídia vem com todo o seu poder e hj o jovem e as pessoas estão cada vez mais solitárias, arrogantes, estúpidas e achando q sabem tudo só porq viram na internet,tudo tem na internet, pera lah nada como estar ao vivo com as pessoas com os amigos.Bom é como uma frase do saudoso Cartola poéta e sambista q no seu samba fala assim ¨A sorrir eu pretendo levar a vida, pois chorando eu vi a mocidade perdida¨
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